Conheça os estudos do WPT sobre acessibilidade em sites e aplicativos


Foto da mão de uma pessoa que segura um smartphone com diversos aplicativos na tela, em que está o dedo polegar.

A missão do Movimento Web para Todos é promover a cultura de acessibilidade digital no Brasil para que a web seja um ambiente mais inclusivo. Para que essa transformação aconteça, é necessário sabermos o tamanho real do problema e as barreiras que precisamos eliminar em sites e aplicativos.

Assim, desde o lançamento do Movimento, temos divulgado estudos exclusivos com base nas principais diretrizes de acessibilidade digital adotadas internacionalmente. Em todos eles, contamos com o apoio técnico do W3C Brasil, nosso parceiro institucional, sendo que, nos três últimos, a BigDataCorp também passou a fazer parte das nossas pesquisas.  

Em cerca de três anos, produzimos cinco estudos em parceria com essas organizações. Os resultados, que vocês poderão acompanhar nos links que trazemos nesta reportagem, evidenciam um cenário de exclusão digital na web brasileira principalmente para as pessoas que têm deficiências severas.

Essa realidade se faz presente não só em sites, como nos aplicativos mais baixados do País, como revelou a análise mais recente que divulgamos em setembro passado.

Estudo de acessibilidade em sites ativos e aplicativos Android (Brasil, 2021)

Em abril de 2021, analisamos mais uma vez a experiência de navegação de pessoas com deficiência em sites ativos brasileiros e nos aplicativos Android mais populares do país. O estudo foi conduzido pela BigDataCorp em parceria com o Movimento Web para Todos, e contou mais uma vez com o apoio do W3C Brasil e do Ceweb.br|NIC.br. Os resultados apresentam leve melhora em todos os resultados em comparação com a edição de 2020, mas ainda estão muito longe do ideal.


Estudo de acessibilidade em aplicativos Android (Brasil, 2020) 

Em setembro de 2020, foi a vez de analisarmos a acessibilidade nos aplicativos. Em parceria com a BigDataCorp, avaliamos mais de 2 mil apps Android entre os mais baixados da web brasileira (acima de 10 milhões de downloads)   Os resultados refletem o mesmo cenário excludente registrado nos estudos de sites, evidenciando a ausência de elementos fundamentais para que pessoas com deficiência visual consigam navegar pelos apps com autonomia.


Estudo de acessibilidade em sites ativos (Brasil, 2020)

Em 2020, revisitamos os 14,65 milhões de endereços ativos da web brasileira para avaliar o seu nível de acessibilidade com foco na experiência do usuário com algum tipo de deficiência. 

E os resultados permaneceram alarmantes, apontando a permanência de graves barreiras que impedem este público de interagir no digital. Houve apenas o registro de uma variação mínima no total de sites que tiveram sucesso em todos os testes de acessibilidade aplicados: se em agosto de 2019 eles eram 0,61%, ao final de abril de 2020 chegaram a 0,74%.


Estudo de acessibilidade em sites ativos (Brasil, 2019)

Em 2019, com a parceira BigDataCorp, analisamos a experiência de navegação das pessoas com deficiência nos mais de 14 milhões de sites ativos da web brasileira. O estudo teve uma repercussão imensa pelo seu ineditismo e por ter revelado resultados estarrecedores sobre a total falta de acessibilidade nos sites de todas as categorias analisadas, incluindo Governo. 


Estudo de acessibilidade das lojas virtuais mais acessadas (Brasil, 2018) 

Fazer uma compra online pode ser uma tarefa árdua, longa e frustrante para milhares de brasileiros. Mesmo com a legislação a favor das pessoas com deficiência, elas não são incluídas no mundo das lojas virtuais, que cresce ano a ano.

É o que mostrou o estudo “As principais barreiras de acesso em sites do e-commerce brasileiro –  2º Estudo de Acessibilidade em sites”. A publicação foi lançada em março de 2018, no Google Campus São Paulo. Em parceria com o  Ceweb.br e o W3C Brasil, a análise mostra que nem todas as pessoas conseguiram executar todas as tarefas para concluir uma compra em sites de comércio eletrônico.


Estudo de acessibilidade dos sites de escolas de segundo grau e universidades (Brasil, 2017)

A web é uma das principais ferramentas para auxiliar a aprendizagem e o acesso ao conteúdo curricular, especialmente quando pensamos em pessoas com algum tipo de deficiência. Em 2017, divulgamos nossa primeira análise das barreiras tecnológicas em sites brasileiros, com foco na Educação, um dos pilares do Movimento. 

Ao todo, o estudo avaliou os sites das 10 melhores universidades e escolas de ensino médio do País, de acordo com o último ranking divulgado pelo MEC (2015). Links não acessíveis por navegação por teclado, imagens sem texto alternativo, vídeos sem legenda e Libras são apenas algumas das barreiras encontradas nesses sites.


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