Como fazer descrição de imagens?

Reunimos uma série de dicas para você colocar em prática


Arte com fundo rosa degradê e a mão de uma pessoa com área branca retangular com a palavra "Dicas" na cor rosa. Na parte superior, há o logo do WPT e a marca da campanha #ImagensQuefalam.
Reunimos todas as dicas em uma única nota para facilitar sua vida na hora de descrever imagens. Arte: Movimento Web para Todos.

Você começou a descrever as imagens das suas redes sociais ou do seu site, mas está com dúvidas, travou e não sabe como continuar? Para facilitar esse processo, reunimos diversas dicas para você. 

E para quem já descreve imagens, mas tem dúvidas pontuais, este material será bastante útil também. Descrição de gráficos, GIFs, o que precisa de descrição ou não, expressão “fim da descrição”, tudo isso e muito mais está neste conteúdo que preparamos. 

Essa iniciativa faz parte da nossa campanha #ImagensQueFalam, que busca incentivar a prática da descrição de imagens na web. É um critério de acessibilidade digital que é relativamente simples e rápido de ser resolvido e que impacta diretamente a vida de cerca de sete milhões de brasileiros com cegueira ou baixa visão que dependem do leitor de telas para navegação. 

Dica 1 | Aprenda a fórmula simplificada 

Quer começar a descrever imagens e não sabe por onde começar? A gente te dá aquele empurrãozinho inicial! Trouxemos aqui uma fórmula simplificada (com quatro passos) para ajudar você nessa tarefa: Formato + Sujeito + Paisagem + Ação…

1) Formato: conte se é uma foto, ilustração, arte, GIF, álbum de fotos ou algum outro específico;

2️) Sujeito: quem é o “personagem” principal da imagem? É uma pessoa adulta, uma criança, um cachorro ou um objeto?;

3) Paisagem: contextualize a cena da imagem. Ela acontece onde? É o interior de um lugar ou uma área externa? É em uma rua, num jardim, no escritório? Quais cores são evidenciadas e em qual posição?

4) Ação: descreva qual é a ação. Faz o quê? Está como? Lembre-se de usar verbo no presente.

Confira o post completo na nossa página no Facebook

Dica 2 | Faça formulários acessíveis 

Mais da metade (55%) dos 14,65 milhões de sites ativos no Brasil apresenta problemas em formulários, segundo nosso último estudo de acessibilidade.

Esse tipo de barreira dificulta muito o acesso de pessoas cegas, com baixa visão e também de pessoas com mobilidade reduzida que não conseguem navegar com o auxílio do mouse.

Você, que trabalha no desenvolvimento da página, bora aprender a eliminar essa barreira tão comum?

  • Garanta que o texto que vem ao lado do campo, conhecido como rótulo, esteja relacionado com seu respectivo campo.
  • Lembre-se de relacionar os rótulos com os campos também em “radiobox” e “checkbox”. Esses são aqueles elementos pequenos para acionar opções em lista.
  • Se os formulários forem grandes, utilize elementos para agrupá-los.

Se quiser conhecer mais detalhes sobre como fazer formulários acessíveis, é só acessar o nosso site na matéria Aprenda a fazer um site acessível desde o começo – Parte 3

Dica 3 | Use leitor de telas e teste a acessibilidade dos sites 

Que tal experimentar, na prática, como se dá a navegação das pessoas cegas e com baixa visão nos sites e aplicativos?

Sugerimos que você instale um leitor de tela no seu computador ou acione o sistema de leitura nativo do seu celular (Voice Over, nos aparelhos IOS; e Talkback, nos celulares Android).

Você terá uma percepção muito melhor dos tipos de barreiras que elas encontram na web. Durante a navegação, preste bastante atenção na descrição de cada imagem e botões do site.

Perceba como foi sua experiência, se conseguiu compreender as fotos e ilustrações, e, por exemplo, se conseguiria comprar um produto só ouvindo a narração.

Conheça os tipos de leitores de telas e escolha um no nosso site para baixar

Dica 4 | Descreva as cores das imagens 

Devo mencionar cores para descrever imagens? A resposta é sim! Isso porque as pessoas com deficiência visual – de nascença ou não – têm suas próprias referências cromáticas. Só porque muitos não interpretam as cores do mesmo jeito que os videntes, não quer dizer que não as imaginem.

E não é só por isso… muitas pessoas que não enxergam hoje possuem referências anteriores a uma eventual perda da visão.

Pense também em quem tem baixa visão e daltonismo – elas enxergam as cores, mas de maneira diferente. Então, por que privá-las dessa informação?

Descreva as cores e elimine de uma só vez duas barreiras recorrentes de acessibilidade: a comunicacional e a atitudinal.

Dica 5 | Quando devo ou não descrever uma imagem?

Essa é uma dúvida bastante comum.

O raciocínio é simples: se ela transmite alguma informação, é preciso descrevê-la. Dessa forma, pessoas cegas ou com baixa visão que navegam pelo leitor de tela poderão compreender o conteúdo que ela traz!

Fotos, gráficos, mapas, organogramas, ícones que substituem botões ou links, e ilustrações são alguns exemplos de imagens de conteúdo informativo – e que, por isso, precisam ser descritas.

Quando não é preciso descrever? Se a imagem é meramente decorativa e não traz nenhum conteúdo relevante para o contexto. Neste caso, ela será ignorada pelo leitor de tela, tornando a experiência de navegação mais fluida e focada no conteúdo relevante.

Bora praticar? Aprenda mais sobre descrição de imagens no nosso site

Dica 6 | Lembre-se de descrever GIFs e figurinhas 

Cada vez mais as animações em GIF e as famosas figurinhas do WhatsApp, também chamadas de stickers, fazem parte da nossa comunicação online. E aí vem a dúvida: como descrevê-los?

Não há mistério, pessoal! As regras são basicamente as mesmas, a começar pela descrição do elemento central da imagem/animação: o que é, o que faz, de que forma. Daí é só partir para a descrição de eventuais elementos secundários (geralmente logotipos, objetos de fundo e até mesmo textos de apoio à mensagem principal).

Ah, aqui fica uma dica importante: para GIFs com muito conteúdo em texto, vale fazer a descrição por frame. É o caso de animações promocionais e posts informativos sobre inscrições e datas de eventos, divulgação de produtos etc.

Mas se a animação tiver muito texto e for usada para fins recreativos, vale apenas contextualizar o conteúdo de uma maneira sucinta.

Dica 7 | Aprenda como descrever gráficos 

Chega de passar sufoco na hora de descrever gráficos!

Vinícius Barqueiro, do Centro de Desenvolvimento de Ensino e Aprendizagem do Insper, traduziu e adaptou um artigo da designer americana Amy Cesal que ensina 4 passos para ajudar nesse “desafio”. São eles:

1. Informe qual é o tipo de gráfico;

2. Descreva o tipo de dado que é apresentado;

3. Reflita sobre o propósito do gráfico no contexto geral de onde está inserido;

4. Pense na possibilidade de incluir um link para uma tabela onde a pessoa possa explorar melhor os dados brutos, se desejar.

Acesse o artigo completo e aprenda com os exemplos que o Vinícius selecionou

Dica 8 | Usar ou não “fim da descrição”?

Você já deve ter visto em alguns perfis nas redes sociais a frase “fim da descrição” no final das legendas. Sabia que ela é desnecessária? A pessoa cega que estiver navegando com leitor de telas consegue saber quando terminou a descrição da imagem do post.

Para ir à parte dos comentários ou simplesmente curtir seu post, por exemplo, ela terá obrigatoriamente que dar novos comandos no software de leitura. Assim, ela sabe que o conteúdo da legenda já foi todo lido.

Para isso, é importante que você sempre posicione a descrição da imagem corretamente no final da legenda (texto da publicação), tá?

Dica 9 | Evite o uso de adjetivos nas descrições

Importante lembrete para você aplicar na hora em que estiver descrevendo uma imagem: evite usar adjetivos que possam conduzir a opinião do usuário, como bonito, feio, bom, mau etc.

Algo que é atrativo para você pode não ser para quem está lendo a sua descrição. Então, que tal deixar a pessoa decidir sobre isso?

☑️Continue acompanhando a nossa campanha por aqui e nos nossos perfis nas redes sociais. Ao longo dos próximos meses, seguiremos divulgando dicas e muita informação importante relacionadas a essa temática. 

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