Acessibilidade digital é destaque
no Jornal da Cultura



Homem de óculos olhando para a tela de um computador em uma sala. Há diversos post-its coloridos colados na parede.

O Movimento Web para Todos foi um dos destaques do Jornal da Cultura 1ª edição, da TV Cultura, veiculado na quarta-feira (25/04). A matéria traz informações do estudo “As principais barreiras de acesso em sites do e-commerce brasileiro – 2º Estudo de Acessibilidade em sites” do Movimento Web para Todos e do Ceweb.br com o apoio do W3C Brasil.

Abaixo, segue a transcrição da matéria. E, no final desse conteúdo, inserimos o vídeo para que possam assisti-lo.

Segundo o IBGE, quase 24% dos brasileiros têm algum tipo de deficiência. Além de sofrerem com o preconceito e as dificuldades diárias na rua, essas pessoas também encontram barreiras na internet.

Alexandre é arquiteto e deficiente auditivo. Parte do trabalho dele depende da internet. O que nem sempre é fácil.  “Primeiro: não tem legenda. Tem que ficar buscando todas as informações em leitura de texto, mas não é a mesma coisa”, disse Alexandre Ohkawa, arquiteto.

Hoje, menos de 6% dos sites brasileiros estão acessíveis para quem tem algum tipo de deficiência. Uma limitação que atinge até as plataformas de educação a distância e de vendas, segundo pesquisa do Movimento Web para Todos.

“Imagine a seguinte situação: você quer comprar um tênis. Você olha e escolhe. O deficiente visual não consegue fazer desse jeito. Ele clica na imagem, mas em 70% dos sites de compras, a única coisa que ele vai ouvir é um ‘IMG31’ que é a descrição tecnológica daquela imagem”, conta a repórter Maria Manso.

Beto é cego desde os 12 anos de idade. Para navegar no computador e no celular, ele instalou um programa que lê o que está escrito na tela. Mesmo assim, também se frustra quando tenta comprar pela internet.

“Ano passado, fui comprar, por exemplo, um presente de Natal para a minha mãe. Todo contente, todo feliz e, na última hora, o site pedia para digitar a senha que estava sendo mostrada. E não havia sequer a alternativa de ouvir essa senha em áudio”, afirma Beto Pereira, vice-presidente da Organização Nacional dos Cegos do Brasil (ONCB).

Segundo o Movimento Web para Todos, os 15 sites de vendas mais acessados do Brasil ferem o código de defesa do Consumidor em algum ponto da acessibilidade. “Nós queremos consumir e queremos ter o nosso direito a esse acesso a essa questão da web garantido pelos desenvolvedores das empresas”, destaca Beto.

“Por mais que seja caro essa adaptação para todos. A longo prazo, não é nada o custo”, disse Alexandre Ohkawa.

“A gente costuma dizer que quando você adequa o seu site, você está melhorando para idosos, você está melhorando para pessoas que têm uma limitação de aprendizagem e melhora para todo mundo também”, fala Simone Freire, idealizadora do Movimento Web para Todos.

Assista a matéria completa no vídeo abaixo:
(início no seguinte tempo: 8 minutos e 54 segundos do vídeo)

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