SIDI é o novo parceiro do Movimento Web para Todos



Fernanda Kussama Pellegrini e Marcelo Anjos estão em pé, sorrindo, em um ambiente fechado. Ao fundo, há uma placa com o nome "SiDi".
Fernanda Pellegrini e Marcelo Anjos da área de acessibilidade digital do SiDi. Foto: SiDi.

O Movimento Web para Todos agora conta com a parceria do SiDi! Ele é um Instituto de Ciência e Tecnologia que tem o propósito de resolver problemas reais, aqueles que impactam diretamente nosso dia a dia e a vida das pessoas. O SiDi contribui com Movimento Web para Todos principalmente com a disseminação de conhecimento na área de desenvolvimento de aplicativos acessíveis.

“Temos grande experiência em pesquisa, desenvolvimento e inovação de soluções e serviços nas áreas de computação na nuvem, segurança cibernética, acessibilidade digital, inteligência artificial”, conta Fernanda Kussama Pellegrini, gerente de desenvolvimento de software e especialista em acessibilidade digital.

Atualmente, eles desenvolvem soluções em software, gerenciam projetos de pesquisa e desenvolvimento que são executados dentro ou fora do SiDi, projetos de usabilidade (UX/UI) de aplicativos móveis, entre outros serviços.

Nosso primeiro trabalho em parceria foi a capacitação de programadores, testers, conteudistas, especialistas em e-commerce e marketing digital, gestores de projetos e designers. Foram dois dias intensos de imersão e aprendizado sobre as melhores práticas para desenvolver projetos digitais, especialmente aplicativos Android, de forma acessível a todos.

Esse programa é chamado de Designing for Accessibility e foi realizado em com as equipes da matriz americana do Google, do Campus São Paulo do Google for Startups, do SiDi, da Laramara e do W3C Brasil.

Tecnologia para transformar

Para que você possa conhecer melhor este nosso parceiro e o trabalho que realizam, fizemos um bate-papo com Fernanda Pellegrini. Ela nos contou sobre o intenso trabalho de disseminação de conhecimento em eventos nacionais e internacionais, além da aposta em pesquisas acadêmicas. Atividades que são feitas principalmente por ela e pelo Marcelo Anjos, analista de requisitos acessíveis no SiDi e líder técnico em projetos de desenvolvimento de software.

Nesta entrevista, você também vai conhecer um pouco mais sobre os bastidores da realização do guia para o desenvolvimento de aplicações móveis acessíveis, chamado Acessibilidade Móvel, e as novidades sobre suas próximas versões. Confira!

WPT – Qual é o envolvimento do SiDi na área de acessibilidade digital? Como começou?
Fernanda – Em 2015, a Samsung demandou ao SiDi o desafio de organizar um concurso de aplicativos móveis acessíveis em conjunto com a União Internacional de Telecomunicações (UIT), agência da ONU especializada em tecnologias de informação e comunicação.

A partir dessa demanda, criamos um projeto de pesquisa na área de acessibilidade digital que até hoje gera ótimos frutos, como conhecimento, publicações acadêmicas, participação em eventos e a nossa parceria! Um dos grandes resultados é o Guia de Acessibilidade.

WPT – O que os motivou a criar o Guia de Acessibilidade para para orientar programadores, UX/UI designers e testadores a desenvolverem aplicações móveis acessíveis e inclusivas para pessoas com deficiência visual?
Fernanda – Em nossas pesquisas, vimos que havia muito pouco material sobre desenvolvimento acessível de aplicativos móveis. Encontramos mais materiais sobre acessibilidade na web, mas pouquíssimos sobre aplicativos móveis. Identificamos que o público mais impactado no uso dos smartphones seria as pessoas com deficiência visual. Por isso, priorizamos a análise desse público em nossas pesquisas.

WPT – Vocês pretendem expandir esse conteúdo para outros tipos de deficiência?
Fernanda – Sim! Este ano estamos trabalhando, em conjunto com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e com apoio da Samsung, em pesquisas acadêmicas e em testes de usabilidade com pessoas com deficiência auditiva e motora. Nosso objetivo é atualizar o Guia de Acessibilidade com requisitos específicos para essas deficiências.

WPT – O que vocês têm feito para disseminar conhecimento sobre acessibilidade em sites e aplicativos?
Fernanda – Nós, do SiDi, juntamente com a UFPE, escrevemos e publicamos artigos como resultados das pesquisas acadêmicas na área de acessibilidade. Costumamos também fazer apresentações didáticas disseminando esse conhecimento gerado pelas pesquisas.

Além disso, eu e outros colaboradores do SiDi fazemos palestras, tanto em eventos acadêmicos quanto em eventos da comunidade de software, para disseminar o tema de acessibilidade digital de maneira mais ampla. Já fizemos até apresentações para médicos em um congresso de oftalmologia, pois estes não conhecem todo o potencial dos novos aplicativos que são fundamentais para dar mais autonomia às pessoas com deficiência visual.

No Guia de Acessibilidade, temos uma lista de eventos em que já participamos. Em julho e agosto deste ano, temos participação confirmada no The Developers Conference (SP), na 10ª Edição da Conferência Internacional sobre Fatores Humanos Aplicados e Ergonomia (AHFE 2019, em Washington-DC, nos Estados Unidos) e na IV Semana da Diversidade do IFSP – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, em Bragança Paulista.

Buscamos também ampliar nossa rede de parceiros como estratégia de disseminação do conceito de acessibilidade digital. A parceria com o Movimento Web para Todos é exemplo disso.

Desde 2015, participamos da comissão organizadora do concurso de aplicativos móveis com a União Internacional de Telecomunicações (UIT). Em breve, faremos o lançamento do concurso de 2019 e esperamos ver aplicações brasileiras entre as campeãs.

Por fim, temos um objetivo aqui no SiDi para que todas as soluções desenvolvidas por nós sejam acessíveis. Aos poucos, conseguimos sensibilizar os nossos clientes para essa questão e o resultado disso é sempre muito bom.

Esse foi o caso do aplicativo que desenvolvemos para servir de guia aos visitantes na BASF-CasaE, protótipo de casa ecoeficiente desenvolvido pela BASF e que apresenta soluções inovadoras e sustentáveis para a construção civil.

Outro exemplo muito bem sucedido é o Áudio Acordes, aplicativo desenvolvido para a Samsung que transforma notas musicais em áudio, auxiliando pessoas com deficiência visual a tocar violão sem a necessidade de partitura em braille.

Amigos da acessibilidade

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