“É importante que o terceiro setor incentive a acessibilidade digital”, diz
cofundadora da Nossa Causa

Nossa Causa e Movimento Web para Todos promoveram bate-papo sobre acessibilidade digital



Sites acessíveis são bons para todo mundo. Em um site acessível, independente da deficiência ou da forma que a pessoa navega, ela vai conseguir acessar o que quer, sem ajuda de ninguém. A autonomia do usuário é um indicador importante quando se fala da acessibilidade de um site.

Para descomplicar o tema, Simone Freire e William Daflita, do Web para Todos, participaram do webinário (também chamado de “webinar”) “Acessibilidade: por que você deve se preocupar com isso?”. A ideia foi conscientizar empresas, organizações e sociedade em geral para democratizar ainda mais acessibilidade na web.

O encontro teve a facilitação da Amanda Riesemberg, cofundadora da Nossa Causa. O bate-papo é resultado do início da parceria do WPT com a Nossa Causa, que conta várias atividades de sensibilização por uma web inclusiva.

A questão da acessibilidade digital ser algo mais fácil de colocar em prática do que muitos imaginam foi um dos pontos altos da conversa. Segundo Simone, a importância do olhar inclusivo faz toda a diferença ao ser aplicado na comunicação das organizações, principalmente as do terceiro setor.

Nesse sentido, William lembrou que a internet já nasceu acessível. “Se fizermos o simples, já vamos fazer uma internet mais acessível, sem barreiras”, afirma. A orientação deles é que os profissionais de comunicação e suas respectivas empresas/organizações sigam as diretrizes de acessibilidade do W3C, consórcio internacional que sugere e recomenda os padrões da web no mundo todo.

Dúvidas e dicas sobre acessibilidade digital

Você pode assistir ao webinário completo na página que a Nossa Causa criou para a ação. Além disso, respondemos algumas perguntas feitas por pessoas que assistiram ao bate-papo:

Pergunta do usuário: Qual o primeiro passo para planejar a acessibilidade na comunicação da minha organização?
Resposta do WPT: O primeiro passo é incluir a experiência da pessoa com deficiência em todos os projetos. Você deve realizar o seu planejamento normalmente, incluindo a experiência do usuário com deficiência nesse plano, entendendo as adaptações necessárias para esse público. É pensar da seguinte forma: o que eu posso fazer para compartilhar o meu serviço para que a experiência dessa pessoa seja a melhor possível? É preciso mapear os seus canais de comunicação (intranet, newsletter, mural, etc) e olhar, para cada uma delas, com essa consciência com foco na acessibilidade.
Nesse caminho, é importante exigir que o seu site seja acessível, mesmo que você não entenda muito. Busque fazer conteúdos acessíveis. Se for contratar um profissional para fazer isso, lembre-se de avisá-lo sobre a importância de olhar para as boas práticas de acessibilidade digital (que envolvem conteúdo, design e desenvolvimento do site). Você encontra essas informações no site do WPT.

É preciso lembrar que acessibilidade na internet é muito natural. Desde que ela surgiu é acessível. A internet nasce acessível. Se a gente fizer o simples, se fizermos coisas básicas, já vamos fazer uma internet mais acessível, sem barreiras.

Pergunta do usuário: Qual é a multa para quem não cumpre a lei?
Resposta do WPT: Essa é uma das perguntas que recebemos com bastante frequência. Segundo o advogado Alexandre Pacheco da Silva, professor e pesquisador da Escola de Direito FGV-SP, quando o tema é punição, é preciso diferenciar duas esferas do Direito: a esfera criminal e a esfera civil. Na esfera civil, não há uma punição específica prevista na Lei Brasileira de Inclusão. A ideia é que você tem que se valer de uma previsão do Código Civil, no artigo 927, para ter algum ressarcimento derivado do descumprimento da lei. Na esfera criminal, há quatro tipos de crime previstos na Lei Brasileira de Inclusão. Entre eles, há o crime da discriminação em razão da deficiência. Como punição, existe a previsão de reclusão (que varia de dois três anos e a possibilidade de multa). Sempre lembrando que, no campo criminal, a ação pune a pessoa que discriminou e não a organização ou a empresa. Confira a resposta completa do advogado, com recursos de acessibilidade, no vídeo que publicamos no nosso site.

Pergunta do usuário: No caso de páginas do Facebook, como melhorar essa questão da acessibilidade? O que pode ser feito?
Resposta do WPT: Você pode melhorar a acessibilidade da sua página no Facebook aplicando a descrição das imagens na hora de fazer as publicações na plataforma – também chamadas de “posts”. Todas as imagens e conteúdos não-textuais devem ter uma descrição. Nesse caso, há também o uso das hashtags #PraCegoVer e #PraTodosVerem, que facilitam que as pessoas encontrem os posts que foram publicados na rede com esse recurso de acessibilidade.
Essa ação beneficia todo mundo e vai além do público com deficiência visual. Um exemplo disso é quando uma foto ou vídeo demora para carregar ou simplesmente não carrega devido a algum problema de conexão. Ao ter descrição da imagem, o usuário visualiza rapidamente o conteúdo do post, sem depender exclusivamente do carregamento da foto. É bom para todo mundo.
Você pode encontrar dicas para fazer descrição de imagens no curso eletrônico do eMAG para conteudistas.
Além disso, ainda na plataforma do Facebook, é importante que você saiba sobre os recursos de acessibilidade que ela oferece até mesmo para orientar o seu público. Eles oferecem uma página com dicas e informações específicas sobre o tema.

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