5 dicas para tornar seu evento online acessível


Foto de uma mulher negra sentada na frente de um laptop e de um smartphone que está em um tripé. Ela sorri.

Já estamos no último trimestre de 2020 e é hora de as empresas ajustarem os detalhes de eventos importantes, como a semana de diversidade e balanço dos negócios. Com a pandemia, os times tiveram que mudar rapidamente todos os planos e o planejamento desses encontros ficou ainda mais desafiador.

Mas a gente está aqui para lhe dar uma forcinha na organização para que seu evento continue com o mesmo espírito de integração e inclusão, mesmo que cada participante esteja em sua própria casa.

Confira nossas 5 dicas para que seu evento seja acessível a todas as pessoas:

1) Escolha uma plataforma de navegação intuitiva e simples

Escolha uma plataforma acessível para transmitir seu evento. É importante selecionar uma que seja de fácil acesso e intuitiva desde o começo. Ela precisa ser responsiva (para acessar também pelo celular) e estar preparada para a navegação de pessoas com variados tipos de deficiência, idosas, com baixo letramento etc.

Ela também precisa ter bom contraste, layout acessível, navegação por teclado e avatar de Libras para tradução do conteúdo textual. E se sua empresa for construir uma plataforma para seu evento, não se esqueça de seguir as diretrizes de acessibilidade digital previstas na WCAG 2.1.

2) Inclua legenda nos vídeos

Não se esqueça de incluir legenda no idioma local em qualquer exibição de vídeo e nas apresentações ao vivo. Precisamos sempre incluir pessoas surdas e aquelas que, por algum motivo, não conseguem acionar o áudio  de seu dispositivo. Você pode contar com apoio de serviços e estenotipia disponíveis no mercado.

3) Adicione janela de Libras

Além da legenda, outro recurso indispensável para a comunidade surda sinalizada é a tradução simultânea em língua de sinais, que no Brasil é a Libras. A plataforma que você escolher para seu evento precisa ter uma janela disponível só para os intérpretes que se revezarão de tempos em tempos.

O ideal é que ela seja grande e com fundo preto para ser mais confortável para pessoas surdocegas. Algumas plataformas de transmissão já estão oferecendo um recurso bem interessante para essa comunidade: a possibilidade de fixar a janela do intérprete e, em alguns casos, até mesmo deixá-la maior na tela para facilitar a visualização dos gestos.

4) Inclua audiodescrição nos vídeos e apresentações ao vivo

Esse recurso é fundamental para pessoas cegas e com baixa visão, especialmente naquelas apresentações ricas em detalhes que complementam a fala do palestrante. Você pode contratar uma empresa para prestar esse tipo de serviço, com modelos variados de atuação. Ou, então, solicitar ao palestrante que descreva todo conteúdo visual que estiver mostrando.

No entanto, essa segunda opção pode prejudicar a experiência das pessoas que enxergam, especialmente se quem estiver apresentando não tiver feito um treinamento adequado para isso.

5) Escolha formulários acessíveis

Nestes tipos de evento, é comum o compartilhamento de formulários para inscrição e respostas a pesquisas. Se for recorrer a algum já disponível no mercado, observe se tem acesso fácil a pessoas idosas, com diversos tipos de deficiência e baixo letramento.

Lembre-se de incluir tradução em Libras para que pessoas surdas sinalizadas que não compreendem bem a língua portuguesa também consigam participar de tudo. E se preferir criar seu próprio formulário, não se esqueça de seguir as diretrizes de acessibilidade digital previstas na WCAG 2.1.

Há vários outros detalhes em relação à acessibilidade digital que precisam ser considerados dependendo da complexidade do seu evento. A equipe do Movimento Web para Todos pode ajudar você a fazer um checklist minucioso de tudo o que precisa ser feito e ajudar na coordenação dessas atividades. Entre em contato conosco pelo e-mail e nos conte qual é o seu desafio.

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