A acessibilidade digital e a governança da internet no Brasil


Arte com desenhos de diversos dispositivos eletrônicos. Ao centro, há uma tela de computador mostrando um site. Há quatro lâmpadas em cima. Ao redor dela, há um laptop, um celular e um tablet mostrando versões responsivas do mesmo site. Há também ícones de lupa, de óculos, de engrenagens, de um relógio e de um documento e o desenho de um teclado de computador.
Arte com desenhos de diversos dispositivos eletrônicos. Imagem: Pixabay / kreatikar / Creative Commons CC0.

Eduardo Laurentino, bacharelando de Ciências da Computação do Instituto de Matemática e Estatística da USP e cofundador do Tecs – Grupo de Computação Social, preparou um estudo especial que mostra por que devemos adotar a acessibilidade digital como compromisso.

Ele fez um resgate histórico, começando pelas definições de acessibilidade e dos diversos termos que foram usados ao longo do tempo no Brasil para definir uma pessoa com deficiência. Eduardo diz que, ao observar a evolução da etimologia das palavras escolhidas, é possível perceber que o processo de inclusão não mais volta. Atualmente, a inserção da pessoa com deficiência passa a ser uma questão de cidadania.

Ele destaca que é possível entender por qual motivo a acessibilidade digital deve ser tratada como compromisso multissetorial. O que colabora diretamente com isso é a clareza sobre quem são as pessoas com deficiência, quais são os seus desejos e dificuldades e quais lugares ocuparam ao longo da nossa história.

No estudo, Laurentino conta que defender a acessibilidade digital como princípio da Governança da Internet é defender que todos tenham a garantia do pleno direito de acesso e de criação na internet – e, por meio dela – em suas mais diversas formas. Segundo ele, isso se torna premissa básica para que a garantia da acessibilidade não se trate de adendos ou meros detalhes. Ela é parte fundamental e estruturante da internet que queremos e devemos ter.

A Governança da Internet deixa de ser tecnicista e passa a integrar as discussões que envolvem o Direito, as Ciências Sociais, as Relações Internacionais, a Economia, a Teoria da Comunicação, entre outras.

O material conclui que “a existência desses espaços é de extrema importância, pois, no fim, a luta pela acessibilidade é uma luta pela informação. Informação para os profissionais técnicos, de design e de comunicação que se formam anualmente sem terem sido apresentados a qualquer discussão sobre a importância da acessibilidade desde a concepção, e por isso vão para o mercado sem saber que é simples promovê-la. Informação para a academia sobre a relevância de pesquisas e desenvolvimento técnico no que diz respeito aos mecanismos de promoção da acessibilidade. Informação para que o setor empresarial perceba que investir em acessibilidade não é infrutífero, pois há um segmento social inteiro simplesmente excluído de grande parte da digitalização cotidiana”.

Estudo como inspiração para painel

Esse estudo foi preparado especialmente para ser usado como base do nosso painel no VIII Fórum da Internet no Brasil, em Goiânia (GO). Ele vai acontecer no dia 7 de novembro e se chama “Violações invisíveis: acessibilidade e dilemas da inclusão na Internet brasileira”. Essa vai ser a primeira vez que o tema será discutido nesse Fórum, que é o principal evento que se discute governança da internet no Brasil.

Leia o estudo completo (disponível em PDF e em Word) e seja também protagonista da transformação digital na web brasileira!

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