Carnaval acessível: como transmissões e canais digitais podem incluir pessoas cegas e surdas


Foto gerada por IA de grupo diverso de pessoas sorrindo e celebrando o Carnaval de rua com fantasias coloridas, adereços de cabeça, máscaras, penas e abadás. Em destaque, uma mulher cega, de óculos escuros e regata preta, segura uma bengala branca e um homem surdo, com aparelho auditivo na orelha esquerda, segura um celular e faz o sinal de “eu te amo” em Libras. Ao fundo, um trio elétrico.
Acessibilidade é direito garantido por lei e há diretrizes que orientam eventos e plataformas de comunicação | Imagem produzida por IA

Por Eli Maciel*

O Carnaval é uma das maiores expressões culturais do Brasil, celebrado por milhões de pessoas nas ruas, polos oficiais e nas transmissões digitais que cobrem os desfiles, blocos e festas. No entanto, para pessoas com deficiência visual e auditiva, muitas dessas experiências, especialmente nas plataformas online, na TV e em outras transmissões digitais, ainda não são totalmente acessíveis. 

A acessibilidade não é apenas um complemento opcional, é um direito garantido por legislações e diretrizes de inclusão que orientam eventos e plataformas de comunicação. Parte disso envolve garantir que todas as pessoas, independentemente de terem algum tipo de deficiência, possam acessar, compreender e vivenciar os conteúdos produzidos.

O que significa transmissões acessíveis para pessoas cegas

Para pessoas cegas ou com baixa visão, a experiência de um desfile ou de uma transmissão fica incompleta se toda a informação visual não for transformada em descrição sonora. A audiodescrição é uma narração adicional que descreve cenas visuais importantes, como figurinos, coreografias, cenários, expressões faciais e momentos de destaque, de forma integrada ao conteúdo original. Essa técnica permite que o público com deficiência visual compreenda e se envolva com o que está acontecendo na tela ou na avenida, complementando o áudio principal de forma natural.

“A audiodescrição é uma tradução intersemiótica, que transforma elementos imagéticos em palavras, de forma técnica e roteirizada. Por isso, esse trabalho precisa ser realizado por profissionais devidamente capacitados”, explica Mileide Moreira, pedagoga, jornalista e consultora em audiodescrição.

Segundo ela, transmissões ao vivo, como as do Carnaval, exigem uma estrutura específica. “A equipe envolve audiodescritor roteirista, audiodescritor narrador e audiodescritor consultor, que geralmente é uma pessoa com deficiência visual ou baixa visão, com formação em audiodescrição. Além disso, é necessário contar com equipamentos adequados, como microfones de qualidade, já que a audiodescrição é transmitida em uma faixa de áudio adicional.”

Mileide destaca que o trabalho começa muito antes do evento. “Há um preparo prévio importante. A pessoa roteirista precisa fazer visitas técnicas, conhecer o enredo da escola de samba, entender a proposta estética, os figurinos e a temática que será apresentada. Esse estudo permite escolher as palavras mais adequadas para traduzir visualmente aquilo que será mostrado ao público.”

Sobre custos, ela explica que não existe um valor único. “O orçamento varia de acordo com a empresa, a região e a complexidade do evento.”

Como aplicar a audiodescrição em transmissões oficiais e dos blocos

Equipe especializada

Conte com profissionais de audiodescrição experientes que possam antecipar, estudar e preparar roteiros da transmissão antes do evento, enriquecendo a descrição com contexto cultural e histórico do desfile.

Integração técnica

Em plataformas como YouTube ou redes sociais, insira a audiodescrição diretamente no áudio da transmissão ao vivo ou como opção de faixa de áudio secundária.

Versões adaptadas

Disponibilize uma segunda transmissão legendada e audiodescrita para quem acessar depois, o que será especialmente útil para desfiles de escolas de samba e blocos que geram conteúdos longos.

Transmissões pós-evento

Disponibilize gravações com audiodescrição sincronizada em replays e nas redes dos blocos e órgãos oficiais.

Estratégias possíveis para blocos menores e coletivos independentes

Mesmo com equipes reduzidas e orçamento limitado, é possível adotar práticas que ampliam o acesso à informação e à experiência cultural. Leia a seguir algumas dicas:

  • Descrição ao vivo simplificada: durante transmissões em redes sociais, uma pessoa da equipe pode assumir o papel de descrever visualmente momentos-chave, como figurinos, movimentos do público e elementos de destaque do bloco, com linguagem clara e objetiva.
  • Roteiros enxutos: prepare previamente uma lista de informações essenciais, como tema do bloco, referências culturais, cores predominantes, símbolos e personagens, para ajudar a organizar a descrição, mesmo sem estrutura profissional completa.
  • Legendas automáticas com revisão: sempre que possível, ative ferramentas de legendagem automática e faça ajustes básicos após a transmissão para melhorar a compreensão.
  • Conteúdos complementares acessíveis: publique, antes ou depois do desfile, posts com descrições detalhadas, vídeos explicativos ou textos que contextualizam a proposta do bloco e sua estética.
  • Parcerias e redes de apoio: busque apoio de coletivos, pessoas voluntárias ou instituições que atuem com acessibilidade para viabilizar ações pontuais e fortalecer práticas inclusivas ao longo do tempo.

Tornando transmissões acessíveis a pessoas surdas (e não usuárias de Libras)

Quando o foco é a inclusão de pessoas surdas, é importante reconhecer que nem todas utilizam Libras como primeira língua. A maior parte das pessoas surdas no Brasil utiliza leitura labial ou legendas, e essas realidades devem orientar as escolhas de acessibilidade nas transmissões.

Essa análise é reforçada por Paula Pfeifer, cientista social, escritora e criadora do Clube dos Surdos Que Ouvem, referência nacional na produção de conteúdo sobre surdez. Paula lidera, desde 2010, a maior comunidade online de pessoas usuárias de tecnologias auditivas da América Latina, unindo experiência pessoal, dados oficiais e educação em acessibilidade.

“Um alerta importantíssimo: o volume de qualquer desfile é uma coisa absurdamente perigosa para todas as pessoas, mas infelizmente ninguém atenta para a prevenção da surdez. O correto seria que todas as pessoas protegessem suas células ciliadas (que não se regeneram) com protetores auditivos em lugares assim. A surdez causada por trauma acústico ou exposição prolongada ao ruído é a neurosensorial, que não tem cura”, alerta Paula.

Segundo o IBGE (PNS 2021), menos de 3% das pessoas com surdez no Brasil usam Libras, então, legendas são a ferramenta primordial de acessibilidade, além da pessoa intérprete de Libras para quem precisa desse apoio.

“Como pessoa com surdez profunda, que já teve todos os graus de surdez, hoje usuária de implante coclear e que já frequentou os desfiles da Sapucaí algumas vezes, posso afirmar que a vibração é tão forte que não é necessário nenhum recurso que ‘traduza vibração’, porque o corpo sente isso sem nenhuma dificuldade”, afirma Paula.

Principais estratégias

  • Legendas em tempo real (closed captions): em transmissões ao vivo, priorize o uso de serviços ou ferramentas que gerem legendas em tempo real com baixa latência, capazes de registrar falas, sons de efeito e contextualizações importantes. Em eventos com maior estrutura, o ideal é contar com apoio humano na transcrição, reduzindo erros e garantindo maior fidelidade ao conteúdo.
  • Transcrição humana ou híbrida: sempre que possível, opte por soluções que combinem tecnologia e revisão humana. Essa estratégia contribui para legendas mais compreensíveis e confiáveis, especialmente em contextos ruidosos, com música intensa ou múltiplas vozes, cenário comum no Carnaval.
  • Janela de Libras como recurso complementar: a presença de intérpretes de Libras amplia o acesso para parte da comunidade surda, mas não deve substituir as legendas. O uso combinado desses recursos é fundamental para atender à diversidade de formas de comunicação existentes entre pessoas surdas.

Possibilidades para blocos menores e coletivos com menos recursos

Blocos independentes e coletivos culturais também podem adotar práticas acessíveis, mesmo com equipes reduzidas e orçamento limitado. Conheça algumas possibilidades a seguir:

  • Legendas automáticas ativadas: plataformas como Instagram, YouTube e TikTok oferecem recursos nativos de legendagem automática. Embora não sejam perfeitos, eles representam um ponto de partida importante quando não há condições de contratar serviços especializados.
  • Conteúdos complementares acessíveis: publicar, antes ou depois do desfile, vídeos ou textos explicativos com legendas revisadas ajuda a contextualizar o evento, o repertório musical e a proposta do bloco para quem não conseguiu acompanhar a transmissão ao vivo.
  • Organização prévia da informação: compartilhar previamente repertório, horários, letras de músicas ou explicações sobre o tema do bloco facilita o acompanhamento por pessoas surdas, inclusive aquelas que dependem de leitura labial ou de informações textuais.

Acessibilidade como critério estrutural

Para além das ações pontuais, é fundamental que a acessibilidade seja incorporada como critério desde a origem. Uma estratégia importante é que blocos, coletivos e produtores culturais passem a solicitar recursos específicos para acessibilidade em editais públicos, chamamentos culturais e processos de fomento.

Incluir legendagem, Libras, audiodescrição e outras soluções como itens previstos em orçamento e planejamento, contribui para que a acessibilidade deixe de ser entendida como custo extra e passe a ser reconhecida como parte essencial da produção cultural.

Música, ritmo e tecnologia: experiência sensorial para pessoas surdas

Um desafio especial nas transmissões de Carnaval é a música, elemento central da experiência, seja em blocos, trios elétricos ou sambas-enredo. Para pessoas surdas que não usam Libras ou oralização, ferramentas que permitem perceber música por vibração podem ampliar a experiência sensorial. Existem iniciativas tecnológicas que convertem som em vibração, ampliando o acesso à música por meio do tato.

O Timbrasom é um aplicativo que traduz sons em vibrações no smartphone, permitindo que pessoas com deficiência auditiva sintam o ritmo e a batida da música diretamente na palma da mão. Já algumas tecnologias nativas, como o Music Haptics, disponível em dispositivos iOS, utilizam o motor de vibração dos aparelhos para representar padrões rítmicos e sonoros de músicas, ampliando o acesso à experiência musical.

Essas ferramentas não substituem legendas ou interpretação em Libras, mas funcionam como recursos complementares para quem quiser, especialmente em contextos festivos e musicais.

Além das soluções baseadas em vibração, outras tecnologias de áudio são fundamentais para pessoas surdas usuárias de aparelhos auditivos e implante coclear, especialmente em ambientes com alto nível de ruído. Para o arquiteto e consultor em acessibilidade, Alexandre Ohkawa, que é pessoa surda e usuária de implante, considerar essa diversidade é essencial para que eventos e transmissões deixem de ser capacitistas.

“As transmissões e eventos de rua, como o Carnaval, podem ser muito mais anticapacitistas quando consideram a diversidade da deficiência auditiva. Em espaços com muito ruído, recursos como o aro magnético e os sistemas FM ou Roger são divisores de águas para quem usa aparelho auditivo ou implante coclear”, explica.

“Quando esses sistemas são ativados, o som do microfone ou da mesa de som vai direto para o nosso dispositivo, isolando o barulho da multidão. Isso melhora drasticamente a clareza e permite focar na voz de quem canta ou na batida dos instrumentos, tornando a experiência realmente imersiva”, completa.

Segundo ele, a inclusão só se concretiza quando a tecnologia vem acompanhada de informação e atitude. “É fundamental que haja sinalização clara de que esses recursos estão disponíveis e que o evento também ofereça apoio visual, como Libras e legendas em tempo real. Para quem usa implante coclear ou aparelhos auditivos, o som direto traz emoção, mas o suporte visual garante que nenhuma informação se perca na folia. É o encontro entre tecnologia e acessibilidade atitudinal.”

Dicas práticas para transmissões oficiais e canais digitais

Para grandes canais oficiais e transmissões jornalísticas

  • Planeje audiodescrição oficial com equipe dedicada e roteiro antecipado: a audiodescrição deve ser planejada com antecedência mínima de 15 a 30 dias, permitindo estudo prévio do evento, dos enredos, dos figurinos, das alas e da ordem dos desfiles. Esse tempo viabiliza a criação de roteiros-base, glossários e alinhamento entre profissionais de audiodescrição, direção e equipe técnica, evitando improvisos e descrições genéricas durante a transmissão ao vivo.
  • Ofereça múltiplas opções de acessibilidade (audiodescrição, legendas, Libras): nenhum recurso atende toda a diversidade das pessoas com deficiência. Por isso, audiodescrição, legendas e Libras devem ser pensadas como recursos complementares, não excludentes. Essa abordagem amplia o alcance da transmissão e respeita diferentes formas de acesso à informação.
  • Publique versões acessíveis de vídeos completos, não apenas trechos e recortes pensados para as redes sociais: a acessibilidade não deve se limitar a highlights (ou destaques, em português). Disponibilizar a transmissão completa com audiodescrição, legendas e Libras garante que o público possa acompanhar o evento na íntegra, no seu próprio tempo, especialmente quem depende desses recursos para compreensão plena do conteúdo.
  • Adote um guia de estilo de acessibilidade audiovisual para todas as pessoas produtoras de conteúdo: um guia define padrões mínimos de acessibilidade, como qualidade das legendas, posicionamento da janela de Libras, critérios para audiodescrição e linguagem utilizada, e serve como referência para equipes internas e fornecedores. Mesmo um documento simples contribui para consistência, qualidade e continuidade das práticas acessíveis ao longo do tempo.

Para blocos e transmissões menores

  • Comece com legendas ao vivo, mesmo que automáticas, com revisão básica: plataformas como YouTube, Instagram e TikTok oferecem legendas automáticas em transmissões ao vivo. Embora não substituam legendas humanas, elas ampliam significativamente o acesso quando comparadas à ausência total de recursos. Sempre que possível, é importante revisar e corrigir essas legendas antes de republicar o conteúdo.
  • Use aplicativos de transcrição e haptics (tecnologias que usam vibração ou estímulos táteis para transmitir informações) para aproximar experiências musicais: aplicativos e recursos haptics permitem que pessoas surdas ou com deficiência auditiva escolham sentir o ritmo e a batida da música por meio de vibração. Embora o uso dependa do público, cabe a quem transmite divulgar essas possibilidades e garantir boa captação de áudio, o que melhora a experiência desses recursos.
  • Prepare materiais auxiliares nas redes sociais com descrições detalhadas dos eventos (incluindo rotas, locais com acessibilidade física, horários acessíveis): posts e stories com descrições claras, acessos e condições de acessibilidade física ajudam pessoas com deficiência a se planejarem com antecedência e decidirem se conseguem ou não participar do evento.
  • Promova conteúdos explicativos ou vídeos curtos sobre como ativar recursos de acessibilidade nas próprias plataformas: muitas pessoas desconhecem como ativar legendas, leitores de tela ou outros recursos disponíveis nas plataformas digitais. Conteúdos simples explicando esses caminhos ampliam o uso das ferramentas já existentes e fortalecem uma cultura de acessibilidade.

Acessibilidade também se constrói com políticas públicas e editais culturais

Para que práticas de acessibilidade deixem de ser iniciativas pontuais e passem a integrar de forma estruturante as transmissões do Carnaval, é fundamental que editais públicos, políticas de incentivo cultural e contratos de patrocínio incluam critérios claros de acessibilidade comunicacional e digital.

No caso dos grandes canais e produtoras, isso significa prever orçamento específico para audiodescrição, legendas e Libras desde a concepção dos projetos, evitando que esses recursos sejam tratados como custos extras ou adaptações de última hora. Já para blocos de rua e iniciativas menores, editais podem funcionar como um instrumento importante, ao estimular soluções acessíveis compatíveis com diferentes escalas e realidades financeiras.

Incluir exigências ou pontuações adicionais relacionadas à acessibilidade em chamamentos públicos, como planos de comunicação acessível, uso de legendas, audiodescrição simplificada ou materiais informativos inclusivos, contribui para ampliar o acesso sem inviabilizar projetos. Mais do que impor modelos únicos, trata-se de reconhecer esforços progressivos e incentivar boas práticas.

“Quando políticas públicas incorporam a acessibilidade como critério de qualidade e não como exceção, cria-se um ambiente mais favorável para inovação, aprendizado coletivo e ampliação do acesso à cultura. No contexto do Carnaval, isso significa garantir que a festa mais diversa do país também seja pensada, financiada e comunicada para todas as pessoas”, reforça Simone Freire, idealizadora do Movimento Web para Todos.

Construa um Carnaval verdadeiramente inclusivo

O Carnaval acessível não acontece apenas no Sambódromo ou nos palcos principais. Ele começa na concepção de conteúdo, passa pelo planejamento de acessibilidade, envolve tecnologia e sensibilidade e se concretiza em experiências que respeitam a diversidade. Isso significa considerar, de forma sistemática, as contribuições de pessoas com deficiência ao longo de todo o processo, do planejamento à avaliação pós-evento, gerando impactos concretos na qualidade e no alcance das experiências oferecidas.

Essa perspectiva é reforçada por Fernando Campos, comunicador e palestrante com deficiência visual, referência nacional no debate sobre acessibilidade, diversidade e inclusão. Ele destaca que quem vai  transmitir o Carnaval precisa entender que acessibilidade não é um detalhe, não é um favor, é estratégia. 

Fernando elenca cinco pontos básicos que as equipes de produção devem ter em mente: 

  1. Audiodescrição ao vivo de qualidade, feita por profissionais que entendam de Carnaval; 
  2. Legendas precisas e em tempo real; 
  3. Intérprete de Libras com bom enquadramento e valorização na tela; 
  4. Aplicativos, sites e plataformas de streaming pensados para leitores de tela; 
  5. E, principalmente, pessoas com deficiência participando da equipe e do processo desde o planejamento, porque isso traz novas ideias, soluções práticas e caminhos criativos para tornar o produto ainda mais acessível e, inclusive, aglutinar muito mais público.

“Quando isso acontece, a transmissão deixa de excluir milhões de pessoas e passa a alcançar um público muito maior, mais diverso e mais engajado. Isso é fundamental, especialmente se considerarmos que o Carnaval é, por essência, a festa da diversidade”, lembra Fernando.

Quando todas as pessoas conseguem acessar, compreender e participar ativamente de conteúdos culturais, seja por meio da audiodescrição, de legendas de qualidade ou de tecnologias que transformam som em vibração, ampliamos as possibilidades de experiências que valorizam a diversidade. No Carnaval e em qualquer outro contexto social, acessibilidade não limita a festa: ela expande!

Para quem deseja continuar aprendendo e acompanhando reflexões sobre acessibilidade, cultura e produção de conteúdo inclusivo, vale seguir o trabalho de profissionais e iniciativas que atuam diretamente na interseção entre Carnaval, linguagem e diversidade. Essas produções ajudam a ampliar o repertório sobre inclusão também para além da festa.

*Eli Maciel é comunicóloga especialista em acessibilidade e D&I e voluntária do Movimento Web para Todos.


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